No dia 5 de fevereiro de 2026, Giovanni Roncalli, presidente da Confederação Brasileira de Tiro Tático (CBTT), estará em diligência institucional na Polícia Federal, no setor DELEARM do estado de Alagoas, com o objetivo de levar as demandas dos CACs (colecionadores, atiradores e caçadores) e esclarecer eventuais entendimentos administrativos que se façam necessários, sempre com espírito colaborativo e respeito às atribuições da instituição.
Entre os temas que serão tratados, destaca-se a situação dos filiados e ex-filiados de dois clubes de tiro que encerraram suas atividades recentemente:
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um deles em razão de operação da Polícia Federal;
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outro em decorrência de ação judicial de despejo.
A preocupação central envolve a comprovação das habitualidades, requisito essencial para a manutenção das atividades esportivas e, especialmente, para a renovação dos Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAFs).
Com a edição do Decreto nº 11.615/2023, os CRAF’s, que anteriormente possuíam validade decenal, tiveram seu prazo reduzido, fazendo com que um grande número desses certificados vença em junho de 2026. Diante do fechamento dos clubes, muitos atiradores enfrentam dificuldades práticas para demonstrar a habitualidade exigida, apesar de não terem dado causa à interrupção das atividades das entidades.
Segundo Giovanni Roncalli, a diligência busca soluções jurídicas e administrativas razoáveis, que preservem a segurança jurídica, respeitem a legislação vigente e evitem prejuízos indevidos aos CACs, especialmente àqueles que foram impactados por fatos alheios à sua vontade.
A CBTT reafirma seu compromisso com o diálogo institucional, a legalidade e a defesa coletiva dos atiradores desportivos, atuando de forma responsável para que direitos não sejam suprimidos por situações excepcionais.
